Em 1977, a Conferência de Tbilisi marcou um ponto de viragem ao definir, pela primeira vez, os princípios e objetivos da educação ambiental. Foi este encontro que colocou o tema na agenda internacional e inspirou países de todo o mundo, incluindo Portugal, a estruturar políticas públicas dedicadas à educação para a sustentabilidade.
Anos mais tarde, em 1996, os Ministérios da Educação e do Ambiente de Portugal deram mais um passo decisivo ao assinarem o Protocolo de Cooperação. Este documento permitiu criar uma rede nacional de professores com competências técnico-pedagógicas, responsáveis por coordenar e dinamizar projetos articulados entre ONGA e equipamentos de apoio à educação ambiental.
Na ABAAE, celebramos não só os 30 anos deste frutífero Protocolo, mas também os 25 anos de colaboração da nossa Diretora Técnico-Pedagógica, Margarida Gomes, essencial na implementação de cinco dos programas da associação.
Os Programas Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA), da FEE, que tinham chegado a Portugal em 1996 ganharam força pela mão da coordenadora Margarida Gomes, que trouxe também o Programa Eco-Campus. Para além dos programas escolares, desenvolveu ainda ferramentas para as autarquias lançando o ECOXXI em 2005 e o Eco-Freguesias XXI em 2015.
A dedicação e o trabalho traduzem-se em números que evidenciam o impacto destes programas: desde 1996, foram envolvidos no Eco-Escolas mais de 902 mil alunos, 100 mil professores, 2050 escolas e 62 Instituições de Ensino Superior. No que diz respeito aos territórios, 60 municípios e 134 freguesias trabalham de forma ativa na gestão sustentável, através do ECOXXI e do Eco-Freguesias XXI.
Testemunho de Margarida Gomes:
O meu trabalho na ABAAE tem sido a continuidade natural da minha paixão pelo ambiente e da minha vocação para olhar o território, identificar os seus agentes e reconhecer aqueles que podem realmente fazer a diferença através de ações concretas e até políticas de sustentabilidade.
Tendo como principal missão a formação, que se concretiza através de dezenas de ações anuais, a minha intervenção materializa-se também no dia a dia, através de um trabalho de equipa essencial para o acompanhamento e a implementação das iniciativas que cada Programa exige.
Trabalhar na ABAAE tem sido mais do que uma experiência profissional: é a oportunidade diária de contribuir para transformar realidades, inspirar práticas sustentáveis e fazer parte de uma equipa que acredita verdadeiramente no impacto positivo que podemos gerar juntos. É isto que me motiva e reforça, todos os dias, o propósito que me trouxe até aqui.
Sou profundamente grata à ABAAE pelo apoio constante ao desenvolvimento de ideias, à criatividade e à inovação. É precisamente esta possibilidade de transformar ideias em ação, com impacto positivo real no território, que dá verdadeiro sentido a este trabalho.
